Um jovem de 32 anos, trabalhador de uma agência de viagens em Tete, encontra-se detido após suspeitas de desviar 6,4 milhões de meticais da empresa onde trabalhava, especializada na emissão de passagens aéreas. O caso chamou atenção pela forma como o desfalque foi cometido e pelo valor significativo envolvido. As autoridades afirmam que a investigação prossegue, com foco em recuperar os valores desviados e analisar se houve conivência de outros funcionários da agência.
Esquema descoberto
De acordo com a denúncia, o suspeito emitia bilhetes para clientes e, posteriormente, cancelava as reservas no sistema, apropriando-se do valor correspondente. A prática teria ocorrido de forma recorrente, ao longo de mais de um ano.
O indiciado admitiu desvios, mas alegou que o montante real era apenas 200 mil meticais, usados para jogar o casino online Aviator. Ele garante que não tinha intenção de prejudicar a empresa de forma deliberada, embora o impacto financeiro tenha sido grave.
Polícia confirma desfalque milionário
O porta-voz do Comando Provincial da PRM, Feliciano da Câmara, reafirmou que extratos bancários comprovam o desvio de 6,4 milhões de meticais durante 15 meses, desmentindo a versão do suspeito. A polícia detalhou que está em curso um levantamento de bens e investimentos do indiciado, incluindo imóveis, veículos e aplicações financeiras, com vista a garantir a recuperação integral do valor desviado para a agência de viagens.
Investigação e rastreamento de bens
Além de identificar imóveis e veículos, as autoridades estão analisando investimentos financeiros e movimentações bancárias, buscando rastrear a origem e destino de cada valor desviado.
Segundo a PRM, essa ação permitirá ressarcir a empresa integralmente e servir de exemplo para prevenir novos casos de fraude no setor.
Reação da empresa e alerta ao setor
A agência de viagens emitiu comunicado afirmando que não tolerará fraudes internas e reforçou medidas de controle de emissão de bilhetes e auditoria de sistemas. Especialistas do setor de turismo alertam que casos como este mostram a necessidade de fiscalização constante, controles automatizados e monitoramento de funcionários para evitar perdas financeiras significativas.
Lições para empresas de turismo
Especialistas reforçam que treinar funcionários para reconhecer riscos de fraude e monitorar transações suspeitas em tempo real é essencial para prevenir prejuízos. Além disso, empresas devem implementar sistemas internos de auditoria contínua, garantindo transparência e segurança em operações financeiras.
O suspeito permanece detido e as autoridades prometem recuperar os valores desviados. O episódio serve como alerta para empresas sobre a necessidade de monitoramento contínuo e controle interno rigoroso para prevenir fraudes internas.
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