Governo aumenta preços dos combustíveis em Moçambique: gasolina sobe para 93,69 Mts e gasóleo para 116,25 Mts

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Governo aumenta preços dos combustíveis em Moçambique: gasolina sobe para 93,69 Mts e gasóleo para 116,25 Mts
Moçambique acordou esta quinta-feira com novos preços dos combustíveis e uma onda crescente de preocupação entre transportadores, trabalhadores e famílias. O Governo anunciou a subida da gasolina para 93,69 meticais por litro e do gasóleo para 116,25 meticais, numa altura em que o país ainda enfrenta consequências de semanas de escassez e longas filas nos postos de abastecimento. A decisão, justificada pelo Executivo com base na subida do petróleo no mercado internacional e nas tensões no Médio Oriente, reacendeu o debate sobre o custo de vida, a carga fiscal sobre os combustíveis e o impacto económico sobre a população.

Governo confirma novos preços dos combustíveis

O Conselho de Ministros anunciou oficialmente a actualização dos preços dos combustíveis em Moçambique, com efeitos a partir das 00h00 desta quinta-feira, 7 de Maio de 2026.

Com a nova revisão:

-A gasolina sobe para 93,69 meticais por litro;

-O gasóleo passa para 116,25 meticais por litro;

-O petróleo de iluminação fixa-se em 97,56 meticais;

-O gás de cozinha passa a custar 87,82 meticais por quilograma;

-O gás natural será comercializado a 52,73 meticais.

O anúncio foi feito durante o briefing da 12.ª Sessão Ordinária do Conselho de Ministros, realizado em Maputo.

Governo aponta pressão internacional sobre petróleo

Segundo o Executivo, o reajuste resulta da subida dos preços do petróleo no mercado internacional, agravada pelas tensões geopolíticas no Médio Oriente e pelos custos globais associados à importação e distribuição de combustíveis.

O Governo sustenta ainda que a medida visa garantir a continuidade do abastecimento nacional e a sustentabilidade financeira do sector energético.

Subida acontece após semanas de escassez

O aumento dos preços surge depois de várias semanas marcadas por dificuldades de abastecimento em diferentes províncias do país.

Em cidades como Maputo, Beira, Nampula e outras regiões, automobilistas enfrentaram longas filas nos postos de combustível, enquanto transportadores alertavam para prejuízos operacionais causados pela escassez.

As autoridades também confirmaram recentemente casos de desvio ilegal de combustíveis na província do Niassa, situação que agravou ainda mais as preocupações da população sobre a gestão do abastecimento nacional.

Economistas alertam para impacto no custo de vida

Analistas económicos alertam que a subida dos combustíveis poderá provocar efeitos em cadeia sobre diversos sectores da economia nacional.

Entre os sectores mais afectados destacam-se:

-Transporte público;

-Distribuição de alimentos;

-Agricultura;

-Logística;

-Comércio;

-Energia doméstica.

Especialistas defendem que o aumento poderá pressionar ainda mais o custo de vida das famílias moçambicanas, numa altura em que vários produtos essenciais já registam preços elevados.

Debate sobre impostos e estrutura de preços ganha força

A actualização dos preços reacendeu o debate público sobre a composição do preço final dos combustíveis em Moçambique.

Economistas explicam que o valor pago pelo consumidor inclui diferentes componentes:

-Custo internacional do petróleo;

-Transporte;

-Armazenamento;

-Taxas portuárias;

-Margens de distribuição;

-Impostos e encargos fiscais.

Alguns sectores da sociedade defendem uma revisão temporária da carga fiscal aplicada aos combustíveis como forma de reduzir o impacto sobre consumidores e transportadores.

População reage com indignação nas redes sociais

Nas redes sociais, milhares de moçambicanos reagiram com preocupação e indignação ao novo aumento, sobretudo devido ao impacto esperado no transporte, alimentação e serviços básicos.

Muitos cidadãos questionam igualmente a coincidência entre a recente escassez de combustível e o anúncio da subida dos preços, embora até ao momento não existam provas públicas que confirmem alegações de retenção deliberada de combustíveis.

Transportadores semi-colectivos também admitem a possibilidade de rever tarifas caso os custos operacionais continuem a aumentar nas próximas semanas.

A nova subida dos combustíveis volta a colocar forte pressão sobre famílias e empresas num contexto económico já considerado difícil por muitos moçambicanos.

Enquanto o Governo aponta factores internacionais para justificar a medida, cresce o debate sobre políticas fiscais, gestão do abastecimento e possíveis soluções para reduzir o impacto do aumento do custo de vida no país.

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