O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, iniciou esta terça-feira (14) uma visita oficial de quatro dias à República Portuguesa, que decorre até 17 de julho. A deslocação ocorre a convite do Presidente português, António José Seguro, e tem como objetivo reforçar as relações de amizade, cooperação e parceria estratégica entre os dois países.
Durante a visita, Daniel Chapo manterá encontros de trabalho com o Presidente de Portugal, António José Seguro, com o Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, e com outras altas entidades portuguesas. A agenda prevê o aprofundamento da cooperação bilateral em áreas consideradas prioritárias para o desenvolvimento económico de Moçambique.
A comitiva presidencial integra a ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria Lucas, o ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, além de quadros da Presidência da República e de outras instituições do Estado. A presença do titular da pasta dos Transportes evidencia a importância atribuída pelo Governo ao fortalecimento das infraestruturas logísticas e dos corredores de desenvolvimento do país, incluindo os portos e as ligações ferroviárias.
Um dos momentos centrais da visita será a participação de Daniel Chapo, na qualidade de Convidado de Honra, na sessão de abertura do 9.º EurAfrican Forum, realizado sob o lema "África em Ascensão: Prosperidade através da Cooperação Global". O evento reúne líderes políticos, empresários e investidores para debater oportunidades de investimento, desenvolvimento sustentável e integração económica entre África e a Europa.
O Governo moçambicano pretende aproveitar o fórum para promover o potencial do país em sectores como logística, agricultura, energia e infraestruturas, procurando atrair novos investimentos e consolidar parcerias capazes de impulsionar o crescimento económico nacional.
A visita oficial representa igualmente uma oportunidade para reforçar a cooperação empresarial entre Moçambique e Portugal, num contexto em que o Executivo procura ampliar as fontes de investimento externo e acelerar projetos considerados estratégicos para o desenvolvimento do país. Entre as expectativas estão o fortalecimento da capacidade logística nacional, a criação de novas oportunidades de emprego e o aumento da cooperação técnica em diferentes áreas.
O impacto concreto da missão dependerá, contudo, da implementação dos acordos que vierem a ser alcançados e da capacidade de transformar os compromissos políticos em projetos executáveis nos próximos meses.
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