A delegação provincial da Televisão de Moçambique (TVM) no Niassa é alvo de denúncias apresentadas por colaboradores que apontam para alegadas irregularidades na gestão interna, incluindo tratamento desigual na distribuição de coberturas jornalísticas e um ambiente de trabalho descrito como hostil.
Segundo relatos recolhidos pela redação junto de trabalhadores que solicitaram anonimato por receio de represálias, algumas missões externas que envolvem ajudas de custo e outras compensações financeiras seriam atribuídas com maior frequência ao delegado provincial, Filipe Germano, e a um grupo restrito de colaboradores. Os denunciantes defendem que esse modelo teria gerado descontentamento entre profissionais da delegação.
Como exemplo, as fontes citam a cobertura da visita do Presidente da República, Daniel Chapo, à província do Niassa, realizada em 4 de dezembro de 2025. A redação confirmou que Filipe Germano participou na cobertura juntamente com o operador de câmara Hélder da Conceição. No entanto, a participação nessa cobertura, por si só, não comprova qualquer irregularidade. As fontes afirmam que o episódio integra um padrão que, segundo elas, se repete em outras deslocações oficiais, mas a redação não teve acesso aos critérios internos utilizados pela TVM para definir as equipas de serviço.
Os colaboradores também relatam alegado assédio moral e desigualdade no tratamento entre trabalhadores. Essas alegações não foram confirmadas por qualquer decisão judicial ou por uma investigação oficial conhecida até ao momento.
A redação contactou Filipe Germano por telefone e por mensagens escritas, apresentando um conjunto de questões sobre as denúncias. Até ao fecho desta edição, não houve resposta. O Conselho de Administração da TVM também foi contactado para comentar o caso, mas não enviou qualquer posicionamento.
A reportagem continuará a acompanhar o assunto e publicará qualquer esclarecimento ou direito de resposta que venha a ser apresentado pelas partes envolvidas.
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