Menor fica submersa nas águas do Nguluzane em Xai-Xai

Menor fica submersa nas águas do Nguluzane em Xai-Xai

Nesta semana, em Xai-Xai, o Serviço Nacional de Salvação Pública (SENSAP) confirmou que uma menor continua desaparecida após ficar submersa nas águas do canal Nguluzane, no sábado, durante as cheias provocadas pelo transbordo do rio Limpopo, na província de Gaza.

Menor submersa após subida repentina do caudal no Nguluzane

O incidente ocorreu quando o canal Nguluzane registou um aumento súbito do volume de água, consequência direta do nível elevado do rio Limpopo. A menor encontrava-se nas proximidades do canal no momento em que a corrente se intensificou de forma inesperada.

Em poucos minutos, o curso de água ganhou profundidade e velocidade suficientes para arrastar uma pessoa, inviabilizando qualquer tentativa eficaz de socorro imediato, segundo relatos recolhidos no local.

O que levou à submersão da menor no canal Nguluzane?

A rápida elevação do nível da água e o reforço da corrente, alimentados pelo transbordo do rio Limpopo durante as cheias, transformaram o canal numa zona de alto risco.

Cheias dificultam buscas e mantêm risco elevado em Xai-Xai

As equipas do SENSAP continuam as operações de busca ao longo do canal e em zonas adjacentes. Contudo, a água turva, a força da corrente e a presença de detritos transportados pelas cheias reduzem a visibilidade e aumentam os riscos para os socorristas.

A cidade de Xai-Xai é ciclicamente afetada por inundações do Limpopo. Em contextos de cheia, canais de drenagem e zonas ribeirinhas tornam-se pontos críticos, sobretudo para crianças e moradores de áreas baixas.

O perigo ainda permanece ativo para a população?

Sim. Enquanto o nível do rio Limpopo continuar elevado, canais e zonas alagadas continuam instáveis e perigosas, mesmo sem novas chuvas.

Factos sobre Xai-Xai

Este caso evidencia um padrão estrutural recorrente em Xai-Xai: a normalização do risco em zonas vulneráveis. Mais do que um acidente isolado, o desaparecimento da menor expõe fragilidades no ordenamento urbano, na sinalização de áreas perigosas e na perceção comunitária do perigo. Num contexto de eventos climáticos cada vez mais extremos, a prevenção precisa ser tratada como prioridade pública permanente.

O desaparecimento da menor no canal Nguluzane reforça um alerta recorrente: durante cheias, canais urbanos representam riscos imediatos e frequentemente subestimados. Enquanto as buscas prosseguem, o episódio exige vigilância comunitária, prevenção ativa e respeito rigoroso pelos avisos das autoridades.

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