Niassa, 25 de fevereiro de 2026 — Nesta Quarta-feira, o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) deteve um funcionário do sector de saúde, de 36 anos, acusado de burlar cinco pessoas em 230 mil meticais. O suspeito prometia vagas de emprego inexistentes e recebeu os pagamentos no ano passado, segundo denúncias das vítimas
Investigação detalha o esquema
O porta-voz do SERNIC em Niassa, Moisés Matangue, revelou que o suspeito utilizava nomes de individualidades locais para conferir credibilidade às ofertas falsas. “Nos cinco casos registados este ano, os burladores exploraram o desemprego e a urgência de candidatos em busca de trabalho”, disse Matangue.
A investigação mostrou que os pagamentos eram solicitados via mensagens de WhatsApp e contatos diretos, criando pressão psicológica para que as vítimas não verificassem a veracidade das promessas.
Quais eram os métodos usados?
O acusado solicitava pagamento adiantado sob pretextos de “taxas de processo” ou “garantia de vaga”. Ele se apresentava como intermediário com ligações dentro das instituições públicas, aumentando a confiança das vítimas e dificultando a percepção de fraude.Cidadãos que confiam em intermediários não oficiais ou aceitam ofertas sem confirmar nos canais institucionais estão mais expostos. O SERNIC recomenda verificação rigorosa de qualquer proposta de emprego.
Contexto institucional e combate à corrupção
O caso evidencia como fraudes financeiras afetam diretamente cidadãos em situação de vulnerabilidade, especialmente jovens recém-formados e candidatos a concursos públicos. Somente em 2026, Niassa registou cinco casos semelhantes, com prejuízos acumulados superiores a 500 mil meticais, um aumento em relação ao mesmo período do ano passado.
A atuação das autoridades ocorre em paralelo a medidas do actual secretário de Estado, Silva Livone, que tem promovido uma abordagem rigorosa e imparcial contra burlas e corrupção. Esta postura permite maior rapidez na investigação, detenção de suspeitos e responsabilização legal.
Por que o trabalho do Estado é importante?
Porque aumenta a confiança da população nas instituições e diminui a margem para crimes de burla, servindo também como fator preventivo para novos esquemas fraudulentos.
Contexto do caso
O caso do funcionário do sector de saúde demonstra que a burla não é apenas um crime isolado, mas um reflexo de vulnerabilidades sociais e estruturais. O desemprego elevado, aliado à informação limitada sobre concursos públicos e processos de contratação, cria ambiente propício para fraudes. A ação policial, aliada à conscientização da população, é essencial para proteger cidadãos e fortalecer a integridade institucional.
A detenção serve de alerta: promessas de emprego com pagamento antecipado devem ser encaradas com desconfiança.
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