segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Robô chinês supera marca de Usain Bolt e rouba protagonismo em Jogos de Robótica de Pequim

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Robos chinês

Humanoide Tiangong Ultra completou os 100 metros em 9,39 segundos e voltou a surpreender ao estabelecer uma nova marca nos 400 metros; quedas e falhas de outros robôs também divertiram o público.


PEQUIM — A competição entre máquinas ganhou contornos inéditos durante os Jogos Mundiais de Robótica realizados em Pequim, na China. Um robô humanoide desenvolvido no país asiático conseguiu correr os 100 metros em 9,39 segundos, tempo inferior aos 9,58 segundos registados por Usain Bolt em 2009, actual recorde mundial humano da distância.


O desempenho foi atribuído ao Tiangong Ultra, um robô humanoide branco desenvolvido por uma equipa de investigação apoiada pelo governo de Pequim. A marca foi apresentada durante a cerimónia de abertura do evento e rapidamente ganhou destaque na imprensa chinesa.


No entanto, a comparação com Bolt deve ser vista com cautela. O recorde do atleta jamaicano pertence ao atletismo humano e foi obtido sob regras e condições específicas, enquanto a prova robótica decorre num contexto tecnológico completamente diferente.


Novo desempenho nos 400 metros

O Tiangong Ultra voltou a chamar atenção no domingo ao completar os 400 metros em cerca de 38,15 segundos, numa marca apresentada no evento como recorde mundial para robôs humanoides.


O resultado mostrou a evolução da tecnologia de locomoção robótica, sobretudo na capacidade das máquinas manterem velocidade e equilíbrio durante uma corrida mais longa.


Mas nem todos os participantes tiveram o mesmo desempenho.

Durante as provas, alguns robôs não conseguiram sequer completar a largada. Outros avançaram lentamente, enquanto alguns perderam o equilíbrio e caíram poucos segundos depois do início da corrida.


Quedas também conquistaram o público

As falhas das máquinas acabaram por se transformar num dos momentos mais populares do evento.


Num dos episódios que provocaram risos nas bancadas, um pequeno robô humanoide tentou jogar futebol e acabou por enviar a bola para fora do campo. No boxe, outro robô perdeu o equilíbrio, caiu sobre as cordas do ringue e precisou de ser retirado por técnicos.


As cenas mostraram que, apesar dos avanços registados nos últimos anos, os robôs humanoides ainda enfrentam dificuldades para reproduzir movimentos que os seres humanos executam com relativa facilidade.


Público quer ver robôs contra humanos

Entre os espectadores estava Hou Yali, de 72 anos, residente em Pequim. Para ela, os resultados despertaram a curiosidade sobre o futuro das competições entre seres humanos e máquinas.


A espectadora considerou, porém, que velocidade não é suficiente para determinar se uma máquina é realmente superior a uma pessoa. Na sua avaliação, capacidades como inteligência, autonomia e execução de tarefas do quotidiano seriam testes mais relevantes.


A questão ganha importância à medida que empresas e centros de investigação avançam no desenvolvimento de robôs capazes de realizar tarefas domésticas, industriais e de assistência.


O que os recordes realmente mostram?


Os resultados de Pequim não significam que os robôs já sejam superiores aos humanos no atletismo ou noutras capacidades físicas.


O que demonstram é o rápido progresso da engenharia robótica, especialmente em áreas como equilíbrio, controlo de movimentos, velocidade e coordenação entre sensores e motores.


A próxima etapa será fazer com que essas máquinas não apenas corram rapidamente, mas consigam executar tarefas complexas com estabilidade, autonomia e segurança.


Para o público presente em Pequim, entretanto, a combinação entre recordes tecnológicos e quedas inesperadas transformou os Jogos de Robótica numa mistura de competição científica e espectáculo.

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