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Moçambique está a posicionar-se como um parceiro vital para a transição energética global. O Governo moçambicano colocou o processamento local de minerais críticos e a retoma dos projetos de gás no centro das atenções de investidores sul-coreanos, visando acelerar a industrialização e criar novos postos de trabalho no país.
O plano para processar Lítio e Gráfite em solo nacional
Durante a Reunião Ministerial Coreia-África, em Seul, o ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Valá, defendeu que o futuro económico de Moçambique passa por dar valor acrescentado aos seus recursos antes da exportação.
Em vez de fornecer apenas matéria-prima bruta, o plano executivo foca-se em atrair indústrias sul-coreanas para o processamento local de recursos estratégicos. Moçambique destaca-se no mercado internacional por possuir grandes reservas de:
Gráfite e Lítio: Indispensáveis para o fabrico de baterias de veículos elétricos.
Titânio: Essencial para a indústria de alta tecnologia e aeroespacial.
Minerais estratégicos: Fundamentais para a cadeia global de tecnologias limpas.
Gás Natural e novas frentes de investimento
A retoma planeada do consórcio Mozambique LNG surge como o principal motor para abrir portas a contratos de engenharia e logística. O Governo identificou setores prioritários para a entrada de capital e tecnologia de ponta da Coreia do Sul, aproveitando a experiência do país asiático em transformação económica.
As áreas prioritárias para captação de investimento incluem a construção naval e equipamentos industriais, o desenvolvimento de petroquímica e fertilizantes, além da expansão de infraestruturas logísticas e de energia.
Para garantir a segurança destes investimentos, o Executivo assegura que está a avançar com a digitalização dos serviços públicos e com a modernização do quadro legal, reduzindo a burocracia para as empresas estrangeiras.
Entenda o Contexto
A aproximação entre Maputo e Seul ocorre num momento em que as maiores economias do mundo correm para diversificar as suas cadeias de suprimento fora da China, especialmente no setor de componentes para tecnologia e transição verde.
A Reunião Ministerial Coreia-África reuniu delegações de 50 nações africanas. Para Moçambique, o evento representa um passo estratégico para deixar de ser um mero exportador de recursos naturais e passar a ser um polo industrial regional, utilizando o gás do ecossistema de Cabo Delgado como base desta transformação.

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