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| João Matlombe |
Executivo promete esclarecer situação da frota e rejeita rumores sobre despesas adicionais da companhia aérea nacional
O Governo moçambicano assegurou que não está a suportar quaisquer encargos financeiros relacionados com a permanência de aeronaves das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) em território sul-africano, numa altura em que crescem as dúvidas públicas sobre o estado operacional da transportadora nacional.
A garantia foi dada pelo Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, durante uma deslocação à província de Nampula, onde respondeu a questões levantadas pela imprensa sobre alegados custos associados à permanência prolongada de aviões da companhia fora do país.
A declaração surge num contexto marcado por forte debate público em torno da situação da LAM, empresa que tem enfrentado desafios operacionais e financeiros nos últimos anos. A presença de algumas aeronaves em solo sul-africano gerou especulações sobre possíveis despesas relacionadas com estacionamento, manutenção ou eventuais pendências financeiras.
Governo rejeita informações que circulam nas redes sociais
Ao abordar o assunto, o ministro foi categórico ao afirmar que as informações que apontam para custos adicionais não correspondem à realidade.
Segundo explicou, muitas das interpretações divulgadas nas redes sociais e em alguns espaços de debate público carecem de confirmação oficial, razão pela qual apelou à prudência enquanto decorrem os procedimentos de esclarecimento institucional.
A posição do Governo procura reduzir a pressão gerada por rumores que têm alimentado dúvidas sobre a sustentabilidade financeira da companhia aérea estatal e sobre o impacto dessas operações nos cofres públicos.
Gestão da LAM segue mecanismos próprios
Durante a sua intervenção, João Matlombe também esclareceu que a gestão das empresas públicas não depende diretamente dos ministros setoriais.
De acordo com o governante, as empresas participadas pelo Estado estão sujeitas ao regime estabelecido pela legislação do Sector Empresarial do Estado e são acompanhadas pelo Instituto de Gestão das Participações do Estado (IGEPE), entidade responsável pela supervisão das participações públicas.
Esta explicação surge após questionamentos relacionados com alegadas irregularidades mencionadas em relatórios financeiros recentemente divulgados e associados ao sector.
O ministro destacou que os titulares das pastas governamentais não intervêm diretamente na gestão operacional das empresas, reforçando que existem órgãos próprios encarregues da administração e fiscalização dessas entidades.
Situação da frota continua a gerar atenção pública
A condição operacional da frota da LAM permanece entre os temas mais acompanhados pelos passageiros e agentes económicos, uma vez que a disponibilidade de aeronaves influencia diretamente a frequência dos voos, os custos das viagens e a conectividade entre diferentes regiões do país.
Especialistas do sector defendem que a estabilidade da companhia aérea nacional é estratégica para o desenvolvimento económico, sobretudo em áreas onde o transporte aéreo desempenha papel relevante na mobilidade de pessoas e mercadorias.
Nos últimos meses, diversas questões relacionadas com manutenção de aeronaves, rotas e capacidade operacional têm dominado o debate público, aumentando a procura por informações oficiais sobre o futuro da empresa.
Governo promete apresentar informações detalhadas
Perante o crescente interesse dos cidadãos, o Executivo garantiu que deverá divulgar, nos próximos tempos, dados mais detalhados sobre a situação da companhia e o estado da sua frota.
A intenção, segundo o ministro, é disponibilizar informações verificadas que permitam esclarecer dúvidas e contrariar informações consideradas incorretas.
A expectativa é que os próximos esclarecimentos contribuam para aumentar a transparência sobre os desafios enfrentados pela LAM e as medidas em curso para assegurar a continuidade das suas operações.
Com a atenção pública centrada no desempenho da transportadora nacional, os futuros comunicados oficiais poderão ser determinantes para restaurar a confiança dos passageiros e do mercado no processo de recuperação da companhia.

