BLOQUEIO DOS EUA NO ESTREITO DE ORMUZ FAZ PETROLEIROS RECUAREM E AUMENTA TENSÃO GLOBAL

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BLOQUEIO DOS EUA NO ESTREITO DE ORMUZ FAZ PETROLEIROS RECUAREM E AUMENTA TENSÃO GLOBAL

Bissau, 13 de abril de 2026 — Dois navios petroleiros foram obrigados a inverter a rota após se aproximarem do estratégico Estreito de Ormuz, logo depois de entrar em vigor um bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos. A informação foi identificada por dados da plataforma de monitorização marítima MarineTraffic, que registou a mudança de rota das embarcações minutos após a aproximação ao estreito. A medida ocorre em meio ao agravamento das tensões entre Washington e o Irão e pode provocar impactos no comércio internacional de energia

Navios recuam após aproximação da zona de bloqueio

Um dos navios identificados foi o petroleiro Rich Starry, com 188 metros de comprimento e bandeira do Maláui. A embarcação havia partido do ancoradouro de Sharjah, nos Emirados Árabes Unidos, e seguia em direção à China.

Segundo os dados de rastreamento, o navio mudou de direção pouco depois de se aproximar da entrada do estreito. Outro petroleiro, identificado como Ostria, com bandeira do Botsuana, também alterou o curso antes de atravessar a passagem marítima.

Bloqueio cria incerteza no transporte de petróleo e gás

A empresa de análise energética Kpler afirmou que o movimento de navios na região já vinha demonstrando sinais de instabilidade. Segundo a consultora, alguns navios de transporte de gás natural liquefeito (GNL) permanecem parados ou aguardando novas instruções, enquanto operadores marítimos esperam garantias de segurança antes de voltar a utilizar a rota. O cenário ganhou ainda mais tensão após o fracasso das conversações entre os Estados Unidos e o Irão realizadas em Islamabad, no Paquistão.

Estreito de Ormuz: uma das rotas mais importantes do mundo

O Estreito de Ormuz é considerado um dos pontos estratégicos mais sensíveis da economia global. A passagem liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e por ela passa cerca de 20% do petróleo transportado no planeta, segundo dados frequentemente citados por organismos energéticos internacionais

Qualquer interrupção nesta rota pode provocar instabilidade nos preços do petróleo e dos combustíveis em vários países.A organização independente TankerTrackers afirmou ter identificado um navio que partiu da Ilha de Kharg, no Irão. Segundo a análise, o navio terá manipulado o sistema de identificação automática (AIS) para aparentar que havia partido da Arábia Saudita, uma prática usada por algumas embarcações para evitar rastreamento ou sanções.

Trump ameaça destruir navios que desafiem bloqueio

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que qualquer embarcação que tente ultrapassar o bloqueio poderá ser neutralizada. A declaração foi publicada na rede social Truth Social. Segundo o Comando Central dos Estados Unidos, o bloqueio será aplicado a navios associados a portos iranianos no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã.

Impacto pode chegar aos preços de combustíveis

Analistas alertam que uma escalada militar na região poderá afetar o fornecimento global de energia. Países importadores de combustíveis, especialmente na África, podem sentir efeitos indiretos caso o fluxo de petróleo seja reduzido ou encarecido.

O recuo dos petroleiros demonstra que o bloqueio no Estreito de Ormuz já começa a influenciar o tráfego marítimo internacional. Caso a tensão entre os Estados Unidos e o Irão se intensifique, especialistas temem impactos diretos no comércio global de energia

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