Agente da PRM detido por burla de 303 mil em Tete

Agente da PRM detido por burla de 303 mil em Tete

Nesta Quarta-feira (11), em Tete, um agente da Polícia da República de Moçambique (PRM) foi detido sob acusação de ter recebido 303.700 meticais com promessa de facilitar o ingresso de dois candidatos na Escola Prática de Matalana. As autoridades provinciais confirmaram a detenção e reforçaram que o processo de recrutamento não envolve pagamentos informais.

Como funcionou o alegado esquema de promessa de vagas

Segundo informações do Comando Provincial da PRM em Tete, o agente teria sido procurado por dois cidadãos interessados em ingressar no curso básico da corporação. Em troca de valores elevados, o suspeito teria prometido influência no processo seletivo.

Um jovem de 24 anos, residente no distrito de Chifunde, afirma ter entregue 143.700 meticais após vender bens pessoais, incluindo uma motorizada e um terreno. Já uma mãe, residente em Mussacama, no distrito de Moatize, declarou ter pago 160 mil meticais provenientes da venda de produtos agrícolas e de empréstimos contraídos.

O ingresso na Escola Prática de Matalana exige pagamento?

Não. O ingresso na PRM segue critérios oficiais divulgados publicamente e não envolve qualquer tipo de pagamento a agentes ou intermediários. Qualquer cobrança informal deve ser denunciada às autoridades.

Impacto financeiro e posicionamento da PRM

Os relatos revelam o impacto económico significativo para as famílias envolvidas, que viram no ingresso à Polícia uma oportunidade de estabilidade profissional. A soma total mencionada no processo atinge 303.700 meticais.

O porta-voz provincial, Feliciano da Câmara, afirmou que a corporação não compactua com práticas dessa natureza e incentivou eventuais vítimas a formalizarem denúncias. O agente detido nega ter recebido o valor total, alegando ter recebido apenas 30 mil meticais, montante que se declarou disposto a devolver.

O que fazer em caso de suspeita de burla em recrutamento público?

A recomendação é apresentar denúncia imediata na esquadra mais próxima, reunindo provas como mensagens, comprovativos de pagamento ou testemunhas. Isso facilita a investigação e responsabilização dos envolvidos.

A detenção reacende o debate sobre a necessidade de reforçar campanhas de esclarecimento sobre processos de recrutamento público. Transparência e denúncia formal continuam a ser ferramentas essenciais para proteger candidatos e preservar a confiança institucional.

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